4º capítulo do livro: Educação e tecnologias
O Novo Ritmo da Informação
(Vani Moreira Kenski)
Capítulo IV – A Educação serve para fazer mais do que usuários e desenvolvedores de tecnologias.
A escola é uma instituição social de maior importância e é estabelecimento de ensino de todos os níveis e gêneros, também é um corpo docente e do discente.
Neste momento social em que a principal mercadoria em circulação é a informação, por que as pessoas precisam ter um mínimo de conhecimento formal para serem consumidoras.
Mas será essa a função da escola na atualidade?
A escola precisa assumir o papel de formar cidadãos para a complexidade do mundo e dos desafios que ele propõe.Prepara cidadãos conscientes, para analisar criticamente o excesso de informações e a mudança, a fim de lidar com as inovações e as transformações sucessivas dos conhecimentos em todas as áreas.
Sociedade da Informação é estar alijado das decisões e do movimento global da economia, das finanças, das políticas, das informações e interações com todo o mundo.
Agora no Brasil, a preocupação é a de que o uso intensivo dessas tecnologias possibilitem a democratização dos processos sociais, a transparência de políticas e de ações do governo.
A educação é um comportamento que obedece ás regras vigentes numa sociedade, mas a educação escolar não deverá servir apenas para preparar pessoas para exercer suas funções sociais e adaptar-se ás oportunidades sociais existentes, ligadas á empregabilidade cada vez mais fugaz. Por que a escola ela deve, antes, pautar-se pela intensificação das oportunidades de aprendizagem e autonomia dos alunos em relação á busca de conhecimentos, da definição de seus caminhos, da liberdade para que possam criar oportunidades e serem os sujeitos da própria existência.
O que o professor João da Ponte (2004). Diz é verdade : “ A sociedade e as tecnologias não seguem um rumo determinista...”, por que para seguir esse rumo de relações entre elas depende muito de nós seres humanos e da capacidade de cada um. Porém devemos levar a escola a contribuir para uma nova forma de humanidade, onde a tecnologia esteja fortemente presente e para isso o coletivo tem que ser mais unido para transformar uma educação melhor com o apoio total da humanidade.
Educar para a inovação e a mudança signigica planejar e implantar propostas dinâmicas de aprendizagem, em que se possam exercer e desenvolver concepções sócio – históricas da educação – nos apectos cognitivo.
Projetos e propostas de ensino mediados pelas TICS.
O desafio é o de inventar e descobrir usos criativos da tecnologia educacional , para impressionar os alunos, professores a gostar de aprender. Para educar e reinventar a função da escola. Exemplos de experiências brasileiras voltadas para essas novas realidades é quando são realizadas em sistemas públicos de ensino que mostram a criatividade e o dinamismo com que se poder fazer educação. Então estão muito relacionadas com esses exemplos: o tabuleiro digital da Bahia, Enlaces, Infovias e Educação, Cooperação Internacional no Distrito Federal.
Qual a real distância da educação?
O grau de formação da educação é: ensino primário, médio, superior e tinha também algumas formas paralelas da educação que era o ensino supletivo e o ensino técnico e profissionalizante. Já os cursos que eram relaziados á distância eram muito raros, na grande maioria das vezes, por correspondência.
Aeducação a distância se diferencia da educação clássica, chamada de educação presencial, oferecedida dentro de um prédio escolar. Essa nova realidade educacional é possível com o uso mais intesivo das novas tecnologias digitais, sobretudo a internet, com uso dos emails, fóruns, chats, entre outras, porém as mídias elas dão uma outra caracterização para a educação a distância.
Já o autor francês Jacquinot disse que a educação têm cinco aspectos diferentes que é o geográfico, temporal, tecnológico, psicossocial e socioeconômico.
Na década de 90 com a união de educação e tecnologia surge os ambientes virtuais de aprendizagem, que diferenciam do ambiente presencial de aprendizagem.
Educação a distância ou web learning?
O uso das tecnologias digitais para a realização de projetos educacionais a distância ampliou-se nós últimos anos. Educação on-lie, educação a distância e e-learning são termos usuais da área, porém, não são congruentes entre si.
A educação a distância, por exemplo, realiza-se pelo uso de diferentes meios (rádio, televisão, telefone, fax, internet, computador, entro outros.) . Baseia-se muito na noção do tempo e na localização do aluno em qualquer espaço, por que educação on-line é uma modalidade de educação a distância realizada via internet, cuja comunicação ocorre de forma síncrona ou assincrona.
No AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) que é um espaço fecundo de significação onde seres humanos e objetos técnicos interagem potencializando assim, a construção de conhecimentos, logo a aprendizagem. Os objetivos do AVA é apoiar, ampliar e enriquecer os espaços de convivência, privilegiando a atividade do sujeito na construção do conhecimento, a partir de propostas inter e trandisciplinares.
AVA – Três dimensões de qualidade que precisam ser observada.
· TECNÓLOGICA – ferramentas: síncrona que acontece em tempo real: chat, bate-papo e videoconferência e Assícrona que não acontece em tempo real: fórum, tarefa, glossário.
· PEDAGÓGICA – materiais postados (textos, conteúdos e atividades).
· COMUNICAÇÃO – linguagem clara, polida, simples, educada.
Utilização do AVA
Os Avas podem ser utilizados: nos cursos de graduação, cursos de extensão, pós- graduação, projetos comunitários e capacitação organizacional. Então nesse processo o aluno tem um papel fundamental, ele precisa buscar sempre orientações com seu professor e tutores, trocar informações e experiências com seus colegas e equipe pedagógica e buscar sua autonomia para pesquisar e buscar novos conhecimentos.
Exemplos: TELEDUC, WEBAULA, AULANET, EPROINF E MOODLE.
Já o e-learning surgiu como opção das empresas para o treinamento de seus funcionários a distância, com o uso da internet.Em geral, são cursos de auto aprendizagem, com baixa interação do aluno com outras pessoas. Também o e-learning começa a incorporar atividades que possuam maior grau de interação e cooperação entre os alunos.

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